Perfil
Sobre Henry Sobel
Sobel foi um defensor dos direitos humanos no Brasil durante a ditadura militar. Em 1975, na fase mais repressiva do regime, Sobel recusou-se a enterrar o jornalista Vladimir Herzog na ala dos suicidas do cemitério israelita, por rejeitar a versão oficial acerca das circunstâncias da morte. De fato, Herzog havia sido torturado até a morte no DOI-CODI, nas dependências do quartel-general do II Exército.[4][5] Enquanto liderou a CIP, Sobel foi um notável porta-voz da comunidade judaica no Brasil e estabeleceu uma ponte entre as religiões cristãs e o judaísmo ao participar de inúmeros cultos e eventos ecumênicos. Sua atuação o levou a ser considerado uma das maiores lideranças religiosas do país. Apesar de ter morado no Brasil por mais de três décadas, Sobel preservava um característico sotaque norte-americano, sendo por esse motivo objeto de paródias de humoristas.[6] Em 25 de outubro de 2010 foi agraciado com a Ordem do Ipiranga, grau Grande Oficial, pelo Governo do Estado de São Paulo. Em 15 de maio de 2014 foi promovido ao grau de grã-cruz da mesma ordem.[7][8]
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- Nascimento
- 09/01/1944
- Local
- Lisboa, Portugal
- Créditos
- 4 trabalho(s) listados